Recepción del artículo: 03/10/2023| Aceptación para publicación: 27/12/2023| Publicación: 28/12/2023

 

Autoestima dos Estudiantes do Instituto Superior Politécnico do Bié

Autoestima de los estudiantes del Instituto Superior Politécnico de Bié

 

Self-esteem of students at Higher Polytechnic Institute of Bié

 

Amândio da Fonseca1 amandiojamba@gmail.com                 Mário Carlos Fátima Francisco2 otchimbundu@gmail.com                     Ricardo Chiengo Sapalo Cassoma3 ricardocassoma@gmail.com             Alfredo Miguel Alberto4 alfredoalbertoa516@gmail.com

 

 

Instituto Superior Politécnico do Bié, (Angola)1,2,3
Ministério do Interior, Angola. Delegação Provincial dos Serviços Penitenciarios do Bié., (Angola)4

 

Autor corresponsal: Amândio da Fonseca amandiojamba@gmail.com

 

AResumo

 autoestima refere-se à concepção de quem se é e possibilita interpretar experiências, impacta nas emoções e motivação e orienta o comportamento; desempenha um papel crucial e é considerado decisivo para o sucesso no processo de aprendizagem dos estudantes. O objetivo desta investigação foi avaliar a autoestima dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié. Trata-se de um estudo quantitativo, não experimental, descritivo com alcance transversal. De maneira não probabilística e acidental, foram selecionados 1059 estudantes, entre os quais 616 homens (58,17 %) e 443 mulheres (41,83%), com idades compreendidas entre 18 a 60 anos, com a média de idade de 27,2 anos. Para a recolha de dados foi utilizada Escala de Autoestima de Rosenberg (RosenbergSelf-Esteem Scale – RSES; Rosenberg, 1965), constituída por 10 itens, cinco formulados positivamente e cinco formulados negativamente, avaliados através de uma escala de Likert de quatro pontos que vai desde (1) discordo totalmente até (4) concordo totalmente. Os resultados mostram que, os estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié apresentam uma autoestima considerada média. Conclui-se que, os estudantes de todos os cursos e períodos, precisam melhorar a sua autoestima.

Palavras-Chave: Autoestima, estudantes, aprendizagem.

 

 


Citar: Da Fonseca, A., Fátima-Francisco, M. C., Sapalo-Cassoma, R. C., Alberto, A. M. (2023). Autoestima dos Estudiantes do Instituto Superior Politécnico do Bié. Diálogos abiertos, 2(2), 26-35. https://doi.org/10.32654/DialogosAbiertos.2-2.3

 

LResumen

 La autoestima se refiere a la concepción de quién es uno y permite interpretar las experiencias, impacta las emociones, motivación y guía el comportamiento; juega un papel crucial y se considera determinante para el éxito en el proceso de aprendizaje de los estudiantes. El objetivo de esta investigación fue evaluar la autoestima de los estudiantes del Instituto Superior Politécnico de Bié. Se trata de un estudio cuantitativo, no experimental, descriptivo de corte transversal. De forma no probabilística y accidental se seleccionaron 1059 estudiantes, siendo 616 hombres (58,17%) y 443 mujeres (41,83%), con edades entre 18 y 60 años, con promedio de edad de 27,2 años. Para la recolección de datos se utilizó la Escala de Autoestima de Rosenberg (RosenbergSelf-EsteemScale – RSES; Rosenberg, 1965), compuesta por 10 ítems, cinco formulados positivamente y cinco formulados negativamente, evaluados mediante una escala tipo Likert de cuatro puntos que van desde (1) totalmente en desacuerdo a (4) totalmente de acuerdo. Los resultados muestran que los estudiantes del Instituto Superior Politécnico do Bié tienen una autoestima media. Se concluye que los estudiantes de todos los cursos y periodos necesitan mejorar su autoestima.

Palabras clave: Autoestima, estudiantes, aprendizaje.

 

SAbstract

elf-esteem refers to the conception of who one is and makes it possible to interpret experiences, impacts emotions and motivation and guides behavior; plays a crucial role and is considered decisive for success in the students' learning process. The objective of this investigation was to evaluate the self-esteem students at the Higher Polytechnic Institute of Bié. This is a quantitative, non-experimental, descriptive cross-sectional study. In a non-probabilistic and accidental way were selected 1059 students, 616 men (58.17%) and 443 women (41.83%), aged between 18 and 60 years, with an average of 27, 2 years old. For data collection, was used the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES; Rosenberg, 1965), consisting of 10 items, five formulated positively and five negatively, evaluated using a four-point Likert scale that ranging from (1) strongly disagree to (4) strongly agree. The results show that students of the Higher Polytechnic Institute of Bié have an average self-esteem. It is concluded that students of all courses and periods need to improve their self-esteem.

Keywords: Self-esteem, students, learning.

 

A Introdução

personalidade e a autoestima representam dois dos constructos mais estudados em Psicologia, mas a natureza teórica da sua relação persiste como um tema de debate em diversos estudos actualmente em distintos contextos (Simkin e Pérez-Marín, 2018).,

De acordo com a literatura, a autoestima, enquanto parte integrante do sistema psicológico da pessoa, coexiste com traços e características de personalidade, predisposições afetivas, tendências motivacionais e distintas formas de processamento cognitivo, o que sugere que a sua influência no funcionamento de cada indivíduo pode, também, ser distinta (Ramos, 2017).

Várias investigações realizadas nas últimas décadas, concordam de que o autoconceito organiza as informações relacionadas a si mesmo e ao mundo. A concepção de quem se é possibilita interpretar experiências, impacta nas emoções e motivação e orienta o comportamento (Molina e Iribarne, 2021).

Vários modelos estudaram a autoestima, o que originou diferentes definições e seus instrumentos de medida. Assim, todos nas suas configurações assinalam elementos que podem ser reduzidos em termos de avaliação que o indivíduo faz sobre sí.

Neste sentido, para Rosenberg (1965), a autoestima é definida como uma avaliação que a pessoa faz sobre si mesma, e que pode se expressar numa atitude positiva ou negativa em relação a si, em que esta aprova ou não o resultado. Uma elevada autoestima implica que o indivíduo sinta que tem valor e inclui a dimensão dos sentimentos positivos que tem sobre si. Neste sentido, uma baixa autoestima é resultado de uma diminuição do indivíduo perante si próprio através de uma autoavaliação negativa.

Para Molina e Iribarne (2021), a autoestima compreende as representações semânticas, visuais e afetivas de quem fomos, quem somos e quem podemos ser; tais representações correspondem aos atributos ou características conscientemente conhecidas pelo indivíduo por meio da linguagem que implicam um juízo de valor sobre si mesmo e são diferenciadas por domínios que variam de acordo com a fase da vida.

No mesmo sentido, Orozco e Fernández (2021), afirmam que a autoestima se refere à identificação de si mesmo, característica construída através dos relacionamentos afetivos satisfeitos, para os quais os pais ou responsáveis pelo cuidado de cada ser humano tornam-se executores de afeto e reconhecimento, que contribuem para a constituição de uma autoestima adequada ligada ao autoconceito, seja pelo ideal próprio ou desejado pela sociedade.

Para Prados e Andreo (2018), na autoestima está envolvida a percepção da imagem constituída por autopercepções de sentimentos e experiências que são forjadas e obtidas ao longo da vida do ser humano.

Nesta perspectiva, a autoestima global baseia-se não apenas na avaliação da qualidade dos seus constituintes, como o autoconceito, mas também na avaliação das qualidades que são importantes para o indivíduo (Yildirim, 2021).

No contexto educativo, entende-se que, o desempenho dos estudantes é afetado por aspectos cognitivos, relacionais e, principalmente, pelos aspectos emocionais. No campo das emoções, a autoestima desempenha um papel crucial e é considerado decisivo para o sucesso no processo de aprendizagem dos alunos. Além disso, entende-se que há uma conexão estritamente importante entre autoestima e rendimento escolar, visto que, o aluno que possui uma autoestima positiva aprende mais feliz e, com maior felicidade, atinge níveis mais altos em sua vida pessoal e profissional. Já o aluno que tem a autoestima baixa, tende a demonstrar desinteresse na aprendizagem e mau aproveitamento escolar (Horta e Ferreira, 2021).

No Instituto Superior Politécnico do Bié, existem estudantes que apresentam baixo aproveitamento escolar; alguns reprovam duas ou mais vezes em uma única disciplina até estarem na condição de prescritos, facto que, podé causar baixa autoestima. Por esta razão, se reconhece a necessidade de formular o seguinte problema de investigação: ¿Como é a autoestima dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié?

Torna-se importante realizar investigações sobre esta temática, visto que, uma autoestima elevada faz com que o aluno se valorize, descubra a sua importância no mundo e tenha uma mente livre para adquirir conhecimentos, o seu desejo pelas descobertas é mais aguçado, pois a pessoa está bem consigo mesma para enfrentar seus problemas e satisfazer seus interesses. Quanto maior a autoestima, maior é a sua criatividade e vontade de aprender e superar as dificuldades académicas. Assim mesmo, o presente estudo tem como objetivo avaliar a autoestima dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié.

Método

Desenho: Este estudo é quantitativo, não experimental, de corte transversal com alcance descritivo, já que, este tipo de estudo mede os fenómenos e realiza análises estatísticas, seu processo é sequencial, dedutivo e analisa a realidade objetiva. Portanto, se analisou a variável e se utilizou a estatística para apresentar gráficos e tabelas; além disso, o fenômeno foi analisado em suas condições naturais, sem alterar ou manipular a variável. Se descreve quais são os elementos característicos da amostra selecionada como foco da pesquisa. O fenómeno selecionado como objeto de estudo foi observado em um único momento de tempo (Hernández-Sampieri e Torres, 2018).

Participantes: Participaram 1059 estudantes dos cursos de Psicologia, Enfermagem geral, Contabilidade e Administração, Comunicação Social, Engenharia Informática e Engenharia em Recursos Hídricos, dos quais 616 homens (58,17 %) e 443 mulheres (41,83%), com idades compreendidas entre 18 a 60 anos, com a média de idade de 27,2 anos (ver tabela 01). O critério de amostragem foi o não probabilístico acidental, visto que, foram selecionados os estudantes que apareceram nas aulas no dia da aplicação do instrumento (Cossio-Bolaños, 2015).

A seleção dos estudantes obedeceu aos seguintes critérios:

Inclusão: Estudantes matriculados no segundo semestre do ano acadêmico 2022/2023 no Instituto Superior Politécnico do Bié, estudantes que decidiram participar voluntariamente na investigação por meio da assinatura do consentimento informado, estudantes que responderam totalmente o instrumento apresentado.

Exclusão: Estudantes não matriculados no segundo semestre do ano acadêmico 2022/2023 no Instituto Superior Politécnico do Bié, estudantes que não apresentaram disponibilidade para participar na investigação, estudantes que assinaram o consentimento informado, mas que, decidiram não participar na investigação, estudantes que não responderam totalmente o instrumento aplicado.

Tabela 1
Características da população estudantil do Instituto Superior Politécnico do Bié, 2022-2023

Variáveis sociodemográficas

 

Fi

%

 

Homens

616

58,17

Sexo

Mulheres

443

41,83

 

18-22 anos

255

24,08

Idade

23-29 anos

533

50,33

 

30-60 anos

271

25,59

 

Psicologia

200

18,9

 

Enfermagem Geral

312

29,4

Curso

Contabilidade e Administração

233

22,0

 

Comunicação Social

196

18,5

 

Engenharia Informática

73

6,9

 

Engenharia em Recursos Hídricos

45

4,2

Período

Regular

650

61,0

 

Pós-Laboral

395

39,0

 

Instrumento: Para recolher os dados, foi aplicada a Escala de Autoestima de Rosenberg (RosenbergSelf-EsteemScale – RSES; Rosenberg, 1965), traduzida e adaptada para o Português por Santos e Maia (2003). A escala é constituída por 10 itens, cinco formulados positivamente e cinco formulados negativamente, avaliados através de uma escala de Likert de quatro pontos (1 – discordo totalmente; 2 – discordo; 3 – concordo; 4 – concordo totalmente). O resultado total da escala, que representa os níveis de autoestima global, é obtido através do somatório dos resultados de todos os itens, podendo os valores variarem entre 10 e 40. Desta forma, os resultados mais elevados correspondem a níveis mais elevados de autoestima e os mais baixos a níveis mais reduzidos. Mais especificamente, elevados níveis de autoestima na RSES correspondem à presença de sentimentos de valor próprio e respeito por si mesmo; já baixos níveis de autoestima apontam para desvalorização, insatisfação e falta de respeito por si próprio (Ramos, 2017).

Para averiguação da pertinência e clareza na cultura angolana, determinou-se a validez de conteúdo, para isso, utilizou-se o critério de avaliação por expertos e aplicou-se o coeficiente de concordância de Kendall (W), os resultados mostraram uma correlação positiva (W=0,72. Sig. = 0,05); e também se analisou a consistência interna, encontrou-se o alfa de Cronbach de 0,82 nesta população.

Procedimentos: Este estudo foi aprovado pelo Comité de Ética (ad hoc) do Instituto Superior Politécnico do Bié. Os estudantes selecionados como amostra assinaram o consentimento informado. Aplicou-se o questionário nos momentos de intervalo, em uma única sessão, para não afetar o normal desenvolvimento das aulas, os participantes necessitaram um tempo aproximado de 10 minutos em média para completar o questionário e utilizou-se o método tradicional de lápis e papel. A recolha de dados realizou-se de março a abril de 2023 e a análise da informação decorreu entre oito de maio a cinco de junho de 2023.

Análise de dados: Depois de se terem os dados, foram utilizadas as planilhas do Excel 2016 e o Statistical Package for Social Sciences (SPSS-24.0), para obter as medidas de tendência central e variabilidade média (M), desvios-padrão (DP), frequência (Fi) e percentagem (%). Fez-se a análise descritiva da variável. Utilizou-se a prova estatística de Kendall (W) para determinar o coeficiente de concordância entre os expertos e o alfa de Cronbach para a verificação da consistência interna do instrumento.

Resultados

Os resultados mostram que, ambos sexos apresentam uma autoestima considerada média, o que indica que, estes estudantes não têm problemas de autoestima graves, mas é conveniente melhorar, conforme se observa na tabela 2.

Tabela 2
Valores por Média e Desvios-Padrão da autoestima dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié, 2022-2023, segundo sexo

Indicador

Masculino

Feminino

M

DP

M

DP

Autoestima

28,01

6,02

27,56

5,40

Legenda: M=Média; DP=Desvio-Padrão

 

Para uma melhor interpretação da autoestima, a categoria idade foi dividida em três faixas (18-22, 23-29 e 30-60). Os resultados mostram que, os estudantes de todas as faixas etárias apresentam uma autoestima média. Estas pontuações não apresentam graves problemas, mas convém melhorar, (Ver tabela 3).

Tabela 3
Valores por Média e Desvios-Padrão da autoestima dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié, 2022-2023, segundo a idade

Indicador

 18-22

 23 – 29

30 - 60

M

DP

M

DP

M

DP

Autoestima

28,36

6,95

27,46

4,70

28,05

6,39

Legenda: M=Média; DP=Desvio-Padrão

 

Concernente a variável sociodemográfica curso, foram encontrados estudantes de seis cursos (Psicologia, Enfermagem Geral, Contabilidade e Administração, Comunicação Social, Engenharia Informática e Engenharia em Recursos Hídricos). Os resultados, tendo em conta os pontos obtidos, indicam que, os estudantes de todos os cursos apresentam uma autoestima considerada média, conforme se observa na tabela 4.

Tabela 4
Valores por Média e Desvios-Padrão da autoestima dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié, 2022-2023, segundo o curso

Indicador

Psicologia

Enfermagem

Contabilidade e

Comunicação

Engenharia

Engenharia em

Geral

Administração

Social

Informática

Recursos Hídricos

M

DP

M

DP

M

DP

M

DP

M

DP

M

DP

Autoestima

27,21

4,05

28,03

6,60

28,31

5,65

28,31

5,65

26,15

5,18

26,2

4,92

Nota. Legenda: M=Média; DP=Desvio-Padrão

 

   A variável período foi dividida em dois (Regular e Pós-Laboral). As pontuações obtidas, indicam que, os estudantes de todos os períodos apresentam uma autoestima considerada média, (ver tabela 5).

Tabela 5

Valores por Média e Desvios-Padrão da autoestima dos estudantes do Instituto Superior Politécnico do Bié, 2022-2023, segundo o período

Indicador

Regular

Pós-Laboral

M

DP

M

DP

Autoestima

28,03

6,43

27,50

4,52

Legenda: M=Média; DP=Desvio-Padrão

 

Discussão

A universidade por ser um lugar que promove a cidadania, socialização, formação de opiniões, atitudes e desenvolvimento pessoal e profissional, o estudo da autoestima torna-se relevante, pois que, as transformações que influenciam na percepção que cada um tem de si mesmo, tem incidência na saúde mental e rendimento acadêmico (Severian  et al., 2021). No mesmo sentido, Calle e Nina (2020), afirmam que, a ausência da autoestima nos estudantes suscita um baixo rendimento acadêmico.

Segundo os resultados da presente investigação, os estudantes de ambos os sexos apresentam uma autoestima considerada média; Isto indica que, precisam melhorar os próprios sentimentos de satisfação. Estes resultados são contraditórios com os encontrados por Severian et al. (2021), estes autores afirmam em seus resultados que, homens e mulheres apresentam uma autoestima elevada. A autoestima elevada incide positivamente nos relacionamentos interpessoais, nas esferas psíquica, social e afetiva dos indivíduos.

Os resultados desta investigação relatam que, os estudantes de todas as faixas etárias apresentam uma autoestima considerada média; pontuações que não apresentam graves problemas mas convém melhorar. Resultados aproximados foram encontrados por Calle e Nina (2020), estes autores estudaram a influência da autoestima em 44 estudantes de Medicina da Universidade Mayor de San Andrés, na Argentina e os resultados mostraram que, 43% dos estudantes apresentaram uma autoestima alta; 40,9% com autoestima média e 15,9% apresentou baixa autoestima.

De acordo aos resultados encontrados nesta investigação, independentemente do curso e período de estudo, todos os estudantes apresentam uma autoestima considerada média. Estas pontuações que configuram a autoestima como sendo média, devem ser melhoradas, pois que, podem influenciar negativamente na saúde mental, relações interpessoais e no rendimento acadêmico, uma vez que, a autoestima deve ser elevada para um melhor relacionamento com os semelhantes. Neste sentido, Tabares et al. (2020), afirmam que, a autoestima é um fator que, ao funcionar adequadamente possibilita afrontar de forma assertiva ao estresse psicossocial e diminui o risco de problemas mentais.

Na mesma linha de pensamento, Zamora-Marin e Leiva-Colos (2021), realizaram um estudo para correlacionar o estresse académico e autoestima em estudantes universitários de Lima Metropolitana em contexto da COVID-19 durante o ano de 2021, cujos resultados revelaram que, os estudantes que apresentaram baixa autoestima apresentaram também altos índices de estresse académico.

Limitações

O presente estudo, apesar de apresentar resultados importantes, existem algumas limitações que devem ser consideradas no momento de interpretar os seus resultados. O questionário de Rosenberg é de autorrelato, o que implica dizer que, os estudantes podem dar respostas que não são as que realmente praticam; a falta de controlo de algumas variáveis sociodemográficas, como o ano de frequência e o tempo de permanência no Instituto, que são elementos importantes para a autoavaliação.

Conclusões

A análise dos fundamentos teóricos, permitiu concluir que, a autoestima desempenha um papel crucial e é considerada decisiva para o sucesso no processo de aprendizagem dos estudantes, visto que, o aluno que possui uma autoestima positiva aprende mais feliz e, com maior felicidade, atinge níveis mais altos em sua vida pessoal e profissional. Já o aluno que tem a autoestima baixa, tende a demonstrar desinteresse na aprendizagem e mau aproveitamento escolar. Os estudantes de todos os cursos e períodos do Instituto Superior Politécnico do Bié, apresentam uma autoestima considerada média, pelo que, precisam melhorar.

 

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